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Vacinação contra Covid-19 em Manaus é suspensa para replanejamento

Objetivo é discutir os critérios que definirão quais profissionais de saúde têm prioridade para receber as doses, já que a quantidade de vacinas disponibilizada pelo governo federal é insuficiente e há denúncias de irregularidades.

PortalPE10 com informações G1

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Profissionais da saúde são vacinadas no primeiro dia da campanha em Manaus — (Foto: Matheus Castro/G1)

A vacinação contra a Covid-19 em Manaus foi suspensa nesta quinta-feira (21) para replanejamento da campanha. O objetivo é discutir os critérios que definirão quais profissionais de saúde e de quais unidades têm prioridade para receber as primeiras doses, já que a quantidade de vacinas disponibilizada pelo governo federal é insuficiente. Somente profissionais que atuam no Samu seguem recebendo o imunizante.

Após a definição dos critérios, as unidades de saúde deverão enviar a lista nominal dos profissionais, com o setor em que cada um trabalha, para a Secretaria da Saúde de Manaus reprogramar a vacinação. A previsão é que os trabalhos sejam retomados na sexta-feira (22).

A suspensão da campanha foi definida pelas secretarias de saúde de Manaus e do Amazonas, após uma reunião na noite de quarta-feira (20) com órgãos de controle do estado: Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública Estadual, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público do Trabalho.

Os participantes da reunião concluíram que devem ser priorizados os profissionais mais expostos ao coronavírus e que trabalhem em unidades de referência de média e alta complexidade, que tenham contato direto com pacientes com Covid, considerando também comorbidades e idade. Foi definido ainda que será garantida a segunda dose para os profissionais que já foram vacinados até esta quarta-feira.

A secretária municipal da Saúde, Shádia Fraxe, afirmou a prefeitura organizou 50 equipes de vacinação, com 200 profissionais, porém a definição de locais e de quem deve ser vacinado é de responsabilidade do governo do estado.

Já a Secretaria do Amazonas havia divulgado que a responsabilidade pela campanha era das prefeituras e que não era responsável pela definição das pessoas que receberão as doses, apenas entregava o imunizante aos municípios.

De acordo com a prefeitura de Manaus, nos primeiros dois dias de vacinação na capital, 1.140 profissionais de saúde receberam a primeira dose da CoronaVac. A Prefeitura recebeu, para esta primeira etapa da campanha, um total de 40.072 doses de vacina.

Profissionais da saúde são vacinadas no primeiro dia da campanha em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1
O Amazonas tem mais de 238 mil casos e 6,5 mil mortes por Covid-19. A capital enfrenta colapso no sistema de saúde por falta de oxigênio nos hospitais: a demanda pelo produto cresceu após o recorde de internações.

Na quinta-feira, o prefeito David Almeida disse que iria proibir imagens de pessoas recebendo a vacina, depois que parentes de empresários locais postaram fotos sendo imunizadas em redes sociais. A prefeitura diz que não há irregularidade. O Ministério Público do Amazonas está investigando as denúncias.

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Comitiva de Bolsonaro ignora máscara no Brasil, mas é obrigada ao utiliza item ao desembarcar em Israel

Redação PortalPE10

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A comitiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pousou em Israel na manhã deste domingo (7), porém deixou a aeronave utilizando máscaras contra o novo coronavírus. No Brasil, entretanto, o chefe do Executivo e sua equipe viajaram sem o item de proteção.

Bolsonaro repete com frequência mentiras a respeito da eficácia das máscaras para conter o vírus da Covid-19, equipamento de uso obrigatório pela população desde o início da pandemia, há um ano. Apoiadores do presidente rejeitam o uso do item por compará-lo a uma “mordaça” imposta por governadores.

Na foto do embarque, publicada pelo chanceler Ernesto Araújo em suas redes sociais, a comitiva presidencial aparece sem máscaras. Na imagem registrada em território israelense, divulgada no perfil do Itamaraty, os presentes já utilizam o equipamento.

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Bolsonaro muda o tom e admite possibilidade de se vacinar contra a Covid-19

Redação PortalPE10

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(Foto: Reprodução/Facebook)

O presidente da República voltou a espalhar desinformação sobre a vacina contra o coronavírus. Disse que, por ter se contaminado, estaria mais imunizado que alguém que tomou o medicamento. Na verdade, pesquisas mostram que quem se infectou pode ficar livre da doença por alguns meses. Mas os anticorpos desenvolvidos diminuem até que o paciente esteja novamente vulnerável. A vacina, a máscara e o isolamento social são os meios mais seguros de se proteger contra o vírus.
Apesar disso, Jair Bolsonaro (sem partido) cogitou, pela primeira vez, indiretamente, a possibilidade de fazer uso do imunizante. Em janeiro, o Palácio do Planalto decretou sigilo sobre o cartão de vacina do presidente. O chefe do Executivo foi filmado falando com apoiadores na noite dessa sexta-feira (5). “Eu, por exemplo, tem alguns me perturbando, ‘tome vacina’. O que é a vacina? Não é o vírus morto? Eu já tive o vírus vivo. Estou imunizado. Deixa outro tomar vacina no meu lugar”, disse.
“Lá na frente, depois que todo mundo tomar, seu eu resolver tomar, porque, no que depender de mim, é voluntário, não podemos obrigar ninguém a tomar vacina, eu tomarei”, assumiu. Por diversas vezes, o presidente desdenhou da vacinação contra o coronavírus, e chegou a comemorar quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente os testes. A fala de Bolsonaro mostra uma mudança de postura.
“Estamos disponibilizando vacina para todo mundo no Brasil. Gratuita e voluntária. Alguns governadores votaram uma emenda via parlamentares, para os estados comprarem vacina. Mas quem vai pagar a conta? Eu, não. Se quiserem comprar, podem comprar, mas a vacina vem para o Plano Nacional de Imunização”, avisou o presidente.
O país registrou, nas últimas 24 horas, 1,8 mil mortes por coronavírus, segundo Ministério da Saúde. É o segundo maior número de mortes em um dia. Na quarta-feira (3), a cifra chegou a 1.910. Com pequenas variações, o número de óbitos por semanas epidemiológicas também tem apresentado crescimento.
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Escalada da pandemia: Brasil bate novo recorde e acumula 10 mil mortes por Covid-19 em uma semana

Redação PortalPE10

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A patient suspected of having COVID-19 is received at the HRAN Hospital in Brasilia, Brazil, Wednesday, March 3, 2021. The number of new COVID-19 cases in Brazil is still surging, with a new record high of deaths reported on Tuesday. (AP Photo/Eraldo Peres)

O Brasil registrou 1.498 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. Com isso, neste sábado (6), o país registrou mais de 10 mil mortes pela doença em sete dias. É a primeira vez desde o início da pandemia que isso acontece.

Na última semana, o país completou ainda sete dias seguidos com novos recordes de média móvel de mortes, com o último alcançado neste sábado (6), de 1.455. O recorde anterior era de 1.423.

Dessa forma, o país completa 45 dias com média móvel acima de 1.000. O número de casos nas últimas 24 horas foi de 67.477.

Como tem ocorrido, o elevado número de mortes é acompanhado por altas taxas de contaminação. Os últimos três dias fazem parte do ranking de datas nas quais foram registrados mais casos da Covid. Na última sexta-feira (5), foram 75.337 casos, no dia 3 foram 74.376 e no dia 4 foram 74.285.

O dia 8 de janeiro, com 84.997 infecções, ainda lidera o ranking, mas nele ocorreu uma revisão de dados do Paraná que elevou artificialmente o dado geral de casos do país.

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