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Vettel tira sorriso de Hamilton e vence GP da Austrália

A Hamilton, restou se conformar com o segundo lugar depois de tentar uma pressão nas voltas finais, porém sem sucesso

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Minutos depois de ter conquistado a pole-position do GP da Austrália, Lewis Hamilton comemorou e tripudiou do seu rival, Sebastian Vettel: “Estava esperando para acertar uma boa volta e tirar o sorriso do seu rosto”. Mas tudo mudou neste domingo (25) em que deu tudo certo para o alemão tetracampeão. Com uma performance sólida da Ferrari e um enorme golpe de sorte, Seb começou na frente do rival a luta pelo pentacampeonato com vitória em Melbourne. A Hamilton, restou se conformar com o segundo lugar depois de tentar uma pressão nas voltas finais, porém sem sucesso.

A sorte de Vettel foi o enorme azar da Haas. Um verdadeiro desastre. A equipe norte-americana vinha com totais condições de colocar seus dois carros no top-5. Mas Kevin Magnussen e Romain Grosjean abandonaram depois do pit-stop pelo mesmo problema: a roda traseira esquerda mal fixada. No caso do franco-suíço, seu carro ficou parado em trecho perigoso, o que proporcionou a entrada do safety-car. Vettel, que havia retardado sua parada para troca de pneus, aproveitou a bandeira amarela, fez o pit-stop e voltou à frente de Hamilton, que havia liderado toda a primeira parte da corrida após ter largado na pole.

Com categoria e experiência, Vettel deu de ombros para os ataques de Hamilton e partiu para sua vitória 48 na F1. E para comemorar a festa da Ferrari, Kimi Räikkönen completou o pódio. Daniel Ricciardo fez uma boa corrida de recuperação depois de partir em oitavo e finalizou em quarto na sua corrida em casa. E Fernando Alonso, com a nova McLaren-Renault, suportou a pressão final de Max Verstappen para cruzar a linha de chegada em quinto lugar.

Nico Hülkenberg foi o sétimo com a Renault e terminou à frente de Valtteri Bottas, que partiu em 15º, mas fez corrida bem discreta. Stoffel Vandoorne foi o nono, enquanto Carlos Sainz enfrentou problemas no estômago e até náuseas para superar Sergio Pérez e marcar o último ponto em disputa neste domingo.

A F1 agora realiza a segunda etapa da temporada 2018 dentro de duas semanas, o GP do Bahrein, no circuito de Sakhir.

Saiba como foi o GP da Austrália de F1

A espera de três meses finalmente se acabou. A F1 largou para a primeira etapa da temporada 2018 sem incidentes na Austrália. Hamilton manteve a ponta, seguido por Räikkönen e Vettel. O grande nome foi Kevin Magnussen, que ganhou a posição de Max Verstappen e subiu para quarto. Fernando Alonso também manteve sua posição, a décima.

Logo nas primeiras voltas, Hamilton mostrou todo o poderio da Mercedes e abria ligeira vantagem para Räikkönen. Mais atrás, Magnussen sustentava a excelente quarta posição, mas já tinha Verstappen no seu encalço. Ricciardo buscava sua evolução na prova e fazia a ultrapassagem sobre Nico Hülkenberg, subindo para sétimo. E Sergey Sirotkin abandonava a corrida no começo, na sétima volta, com problemas nos freios da sua Williams. Em seguida, era a vez de Marcus Ericsson deixar a disputa.

Hamilton continuava nadando de braçada e já abria 2s5 de frente para Räikkönen após nove voltas. Mas a outra Mercedes, de Valtteri Bottas, tinha enormes dificuldades para escalar o pelotão. O finlandês levou muito tempo atrás de Esteban Ocon até fazer a ultrapassagem e subir para 13º. E Verstappen, disposto a partir para cima de Magnussen, errou na saída da curva 2, rodou e caiu para oitavo. A Haas tinha dois carros no top-5.
O ‘Homem de Gelo’ forçava o ritmo para não perder Hamilton de vista e diminuía a diferença para 2s3. Mas o tetracampeão tratava de responder em seguida para reafirmar o controle da corrida. Vettel aparecia de forma discreta, em terceiro, seguido pelos carros da Haas e Ricciardo, que buscava um lugar entre os cinco primeiros. Alonso fazia uma corrida quase isolada e aparecia em décimo. O espanhol se queixava de muitas dificuldades para acompanhar o carro da frente. E reclamava do engenheiro que falava com ele no rádio.

Na volta 15, Pierre Gasly também abandonava a corrida. O novato francês recolheu sua Toro Rosso de volta aos boxes com o indicativo de problemas no motor Honda. Quem não tinha problema algum era Hamilton, que mesmo com o ótimo ritmo de Räikkönen conseguia responder à altura e abria vantagem na frente, já subindo para 3s. Naquele momento, com 19 voltas, Räikkönen era o primeiro dos líderes a fazer seu pit-stop. A Ferrari trocou os pneus ultramacios pelos macios. A tática era de não parar mais até o fim da prova.

Desastre da Haas muda a história da corrida

No giro seguinte, era a vez de Hamilton fazer seu pit-stop. A tática foi a mesma de Räikkönen: pneus macios para ir até o fim. Vettel assumia a liderança da corrida. Verstappen também antecipou sua parada, com a Red Bull trocando os supermacios pelos macios. Bottas, apagadíssimo, lutava com a Force India de Sergio Pérez, enquanto Carlos Sainz perdeu o controle da sua Renault e passava reto na curva 9, permitindo a ultrapassagem de Alonso. Por sua vez, Magnussen encerrava uma grande corrida e abandonava logo após seu pit-stop por conta da roda traseira esquerda, que estava solta. 
A notícia já era ruim para a Haas e tornou-se dramática na volta seguinte. Grosjean teve exatamente o mesmo problema de roda traseira esquerda solta no seu carro logo após seu pit-stop e, uma volta depois da falha com Magnussen, também abandonava uma corrida até então incrível. Por conta da posição do carro da Haas, a direção de prova acionou o safety-car virtual. Foi aí o ‘pulo do gato’ de Vettel, que aproveitou para fazer seu pit-stop e voltar à frente de Hamilton.

Em seguida, a direção de prova determinou a entrada do safety-car na pista para que os fiscais pudessem tirar o carro de Grosjean na saída da curva 2. Vettel era o líder, com Hamilton em segundo, Räikkönen em terceiro, Ricciardo, Alonso e Verstappen — após o holandês tê-lo passado sob bandeira amarela antes de devolver a posição — vindo na sequência.
A relargada foi autorizada na volta 32. Vettel defendeu a liderança e tinha Hamilton logo atrás. Seb tinha pneus macios dez voltas mais novo que os de Hamilton, o que representava uma considerável vantagem. Após cinco voltas, a diferença entre os dois era mínima, 0s8, só que a Mercedes alertava Lewis sobre um risco de superaquecimento do motor. Mais atrás, Räikkönen e Ricciardo lutavam pela terceira posição.

O fato é que Hamilton andava perto, mas não conseguia ritmo o bastante para tentar ultrapassar Vettel. O ferrarista, ao contrário, parecia ter tudo sob controle e caminhava com autoridade para a vitória depois de ter virado o jogo de forma surpreendente. Räikkönen se sustentava em terceiro, enquanto Alonso segurava a pressão de Ricciardo.
Durante a briga pela liderança, a transmissão proporcionou um desses momentos inusitados e ‘trocou’ os nomes de Vettel e Hamilton por ‘Lastname’ — sobrenome, numa tradução literal, na exibição do gerador de caracteres.

Quando restavam dez voltas para o fim, Hamilton acelerou tudo para tentar ganhar a liderança de Vettel. Mas cometeu um erro no miolo do circuito e permitiu que a vantagem aumentasse de 0s2 para mais de 2s. Assim, era o alemão quem se aproximava da vitória em Melbourne. Mais atrás, Carlos Sainz se segurava em décimo, mas reportava problemas de estômago e náuseas. O espanhol lutava contra Sergio Pérez para pontuar.

No fim das contas, Vettel confirmou uma vitória inesperada, que veio na esteira de sorte, mas também de competência para segurar Hamilton, que acabou perdendo performance no fim com problemas nos pneus. Seb venceu e tirou o sorriso de Hamilton. E Räikkönen completou o pódio em dia de grande festa para a Ferrari, choro para a Haas e lamento para Hamilton. Quem também teve motivos para comemorar foi Ricciardo, quarto, e Alonso completou ótima corrida para fechar em quinto.

F1 2018, GP da Austrália, Albert Park, corrida, final:


1 5 Sebastian VETTEL ALE Ferrari 58 voltas
2 44 Lewis HAMILTON ING Mercedes +5.036
3 7 Kimi RÄIKKÖNEN FIN Ferrari +6.309
4 3 Daniel RICCIARDO AUS Red Bull Tag Heuer +7.069
5 14 Fernando ALONSO ESP McLaren Renault +27.886
6 33 Max VERSTAPPEN HOL Red Bull Tag Heuer +28.945
7 27 Nico HÜLKENBERG ALE Renault +32.671
8 77 Valtteri BOTTAS FIN Mercedes +34.339
9 2 Stoffel VANDOORNE BEL McLaren Renault +34.921
10 55 Carlos SAINZ JR ESP Renault +45.722
11 11 Sergio PÉREZ MEX Force India Mercedes +46.817
12 31 Esteban OCON FRA Force India Mercedes +1:00.278
13 16 Charles LECLERC MCO Sauber Ferrari +1:15.759
14 18 Lance STROLL CAN Williams Mercedes +1:18.288
15 28 Brendon HARTLEY NZL Toro Rosso Honda +1 volta
16 8 Romain GROSJEAN FRA Haas Ferrari +32 voltas NC
17 20 Kevin MAGNUSSEN DIN Haas Ferrari +34 voltas NC
18 10 Pierre GASLY FRA Toro Rosso Honda +43 voltas NC
19 9 Marcus ERICSSON SUE Sauber Ferrari +51 voltas NC
20 35 Sergey SIROTKIN RUS Williams Mercedes +52 voltas NC
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Esportes

Corpo de Maradona é enterrado em cemitério na periferia de Buenos Aires

Ídolo argentino foi enterrado no Jardim da Paz, em Bellavista, onde estão seus pais.

PortalPE10 com informações G1

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Parentes e amigos próximos carregam caixão de Diego Maradona antes de cerimônia restrita e enterro no cemitério Jardim da Paz, em Bella Vista, na Argentina, na quinta-feira (26) — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP

O corpo do ídolo argentino Diego Maradona foi sepultado por volta das 20 horas desta quinta-feira (26) no Jardim da Paz, em Bella Vista, mesmo cemitério na periferia de Buenos Aires onde seus pais estão enterrados.

O acesso ao cemitério foi restrito a poucas pessoas pela família de Maradona. A entrada da imprensa foi proibida.

Um cortejo, acompanhado por escolta policial, levou o caixão da Casa Rosada, onde aconteceu o velório, até o cemitério, um percurso de 47 quilômetros.

Enquanto o carro fúnebre e sua escolta seguiam por uma pista exclusiva, ao lado centenas de pessoas acompanhavam o trajeto em uma caravana de motos. Pessoas também se amontoavam nas laterais ou até se arriscavam em pé nas muretas entre as pistas, além de ocupar passarelas em alguns trechos.

O enterro atrasou após seu velório ser prorrogado, para que mais pessoas tivessem tempo de se despedir do ex-jogador da seleção argentina.

Uma imensa multidão esteve na Casa Rosada, sede do governo da Argentina, e o fim oficial do velório, previsto para às 16 horas, foi adiado para às 19 horas. Mas um enorme tumulto fez com que ele fosse encerrado às 17 horas.

 

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Brasil

Um dia vamos bater bola no céu, diz Pelé sobre morte de Maradona

PortalPE10 com informações UOL

Publicado


Pelé se manifestou em publicação nas redes sociais sobre o falecimento de Maradona, ocorrido nesta quarta-feira, pouco depois da confirmação do falecimento. O Rei do Futebol declarou ter perdido um “grande amigo”, afirmando esperar que “possam jogar bola juntos no céu”.

“Que notícia triste. Eu perdi um grande amigo e o mundo perdeu uma lenda. Ainda há muito a ser dito, mas por agora, que Deus dê força para os familiares. Um dia, eu espero que possamos jogar bola juntos no céu”, escreveu Pelé, em publicação no Instagram com foto de Maradona com a taça da Copa do Mundo de 1986, vencida pela seleção argentina.

Maradona ficou internado por cerca de dez dias no início de novembro, onde se detectou uma hematoma no cérebro, do qual foi operado com êxito. Depois disso, vinha se recuperando na sua residência, em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires, faleceu depois de sofrer uma parada cardíaca, nesta quarta. Ele tinha 60 anos.

Maradona teve ao longo da sua vida uma relação de amor e ódio com Pelé. Nos últimos anos, no entanto, os dois selaram a paz e até trocaram afagos em público. No centro do embate entre o argentino e o Rei do Futebol esteve principalmente a disputa em quem foi o maior jogador de todos os tempos. Apesar de para a ampla maioria dos fãs do futebol de todo o mundo não haver dúvidas de que não existiu ninguém maior do que Pelé, na Argentina muitos colocam Maradona como o melhor jogador da história.

No último dia 23 de outubro, Maradona deu os parabéns a Pelé pelo seu aniversário em uma mensagem publicada nas redes sociais. Pelé retribuiu a gentileza no dia 30, quando Maradona completou 60 anos, e publicou uma foto de ambos antes da final do Copa de 1990, na Itália com a seguinte legenda: “Meu grande amigo, eu vou sempre te aplaudir. Eu vou sempre torcer por você. Que a sua jornada seja longa e que você continue sempre sorrindo, e me fazendo sorrir também!”

 

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Esportes

Morre aos 69 anos o jornalista Fernando Vanucci

Profissional teve passagem pela Globo e cobriu seis Copas do Mundo

PortalPE10 com informações UOL

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Morreu nesta terça-feira em São Paulo, aos 69 anos, o jornalista Fernando Vanucci. Locutor, apresentador e comentarista esportivo, Vanucci deixa quatro filhos. A causa da morte não foi divulgada. Velório e sepultamento devem ocorrer no Rio de Janeiro.

O jornalista passou mal pela manhã, socorrido pela empregada e levado ao Pronto Socorro Central de Barueri, na Grande São Paulo. No entanto, não resistiu.

Vanucci havia sofrido um infarto em 2019 e colocado um marca-passo. Desde então, tinha a saúde comprometida.

Fernando Vanucci trabalhou na Globo Minas entre 1973 e 1977. Em seguida, passou a trabalhar no Rio de Janeiro, apresentando diversos programas, como Globo Esporte, RJTV, Esporte Espetacular, Jornal Nacional, Jornal Hoje e Fantástico.

Na passagem pela Globo, Fernando Vanucci cobriu seis Copas do Mundo: 1978, 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998. Ainda ficou marcado pela criação do bordão “Alô, você!”.

Ele também trabalhou em TV Bandeirantes, TV Record, Rede TV e Rede Brasil de Televisão.

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