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Witzel desiste de ir à Alerj e fará defesa por vídeo

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) informou nesta 4ª feira (23.set.2020) que fará a defesa no processo de impeachment aberto na Assembleia Legislativa por videoconferência

Lucas Passos

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© Sérgio Lima/Poder360   O governador afastado do Rio Janeiro, Wilson Witzel

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) informou nesta 4ª feira (23.set.2020) que fará a defesa no processo de impeachment aberto na Assembleia Legislativa por videoconferência. O chefe do Executivo Fluminense era esperado para falar aos deputados estaduais em uma sessão realizada durante a tarde.

Witzel é acusado de participar de suposto esquema de desvios de recursos da saúde, de fraudes e de superfaturamento em contratos emergenciais.

Nesta 4ª feira (23.set.), Witzel acionou, novamente, o STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar seu processo de impedimento. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes.

Deputados não pouparam críticas ao governador afastado. Márcio Gualberto (PSL) bradou que “Witzel deveria estar em Bangu 8 se defendendo”, Felippe Poubel (PSL) destacou que o Estado é 1 dos que mais possui vítimas da Covid-19. “A mão do governador está suja de sangue das pessoas inocentes”, afirmou.

A deputada Alana Passos (PSL) afirmou que Witzel “estava mais preocupado em fazer negociações, oferecer cargos, obter pessoas de fato na sua base, do que o respeito para com a população”.

“Mais uma vez, o Palácio Guanabara se vê envolvido nas páginas criminais. Os indícios são robustos, seja em relação a desvios, favorecimentos, falcatruas, maracutaias envolvendo duas Organizações Sociais, a UNIR e a Iabas, seja em relação às compras superfaturadas se respiradores”, falou o deputado Waldeck Carneiro (PT).

Na votação desta 4ª (23.set.), se mais de 2/3 dos deputados, isto é, 47 votos, decidirem pela continuidade do processo, o mandatário passa a responder a uma comissão mista de julgamento formada por 5 deputados eleitos pela Alerj e 5 desembargadores do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). O colegiado dará a palavra final.

Até a última atualização desta reportagem, o debate já durava quase 5 horas. Ao todo, 31 deputados de 13 partidos estavam inscritos para discursar. Assista ao julgamento:

Informações: Poder360

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Fotos mostram Dr. Jairinho e Monique ao darem entrada na prisão pela morte de Henry

PortalPE10 com informações G1

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Fotos obtidas pelo Portal G1 mostram o vereador Dr. Jairinho e sua namorada, Monique Medeiros, logo depois da entrada no sistema penitenciário.

Os dois foram detidos no dia 8 de abril pela morte do filho dela, Henry Borel, de 4 anos.

As fotos do parlamentar estão no sistema da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. Jairinho está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Segundo a Seap, ele está em isolamento por 14 dias pela Covid-19.

Monique está no Instituto Penal Ismael Silveiro, em Niterói, na Região Metropolitana.

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Jovem dá à luz a gêmeas, contrai Covid-19 e morre sem conhecer as filhas no litoral de SP

Redação PortalPE10

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Após um mês internada, uma jovem de 28 anos morreu por complicações da Covid-19, sem poder conhecer as filhas gêmeas a quem havia dado à luz. Nathanny Ribeiro da Silva morava em Guarujá, no litoral paulista, e teve o parto realizado no dia 25 de março, mas precisou ser intubada logo em seguida em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por conta da doença.

De acordo com Ana Paula Maria Ramos, de 40 anos, gerente da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Sítio Conceiçãozinha, Nathanny fez o pré-natal e tinha toda sua gravidez acompanhada pela unidade. Em entrevista ao G1 neste sábado (17), ela explicou que a jovem possuía problemas de tireoide, glândula localizada na parte inferior do pescoço, por isso, passava por uma gravidez de risco.

Além disso, o fato de ela estar grávida de gêmeas também gerou complicações. No dia 22 de março, ela começou a passar mal em casa, sem conseguir respirar, e foi levada por familiares ao Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, também no litoral de São Paulo.

No dia 25 do mesmo mês, ela deu à luz às gêmeas. Porém, antes do procedimento, os médicos detectaram uma mancha no pulmão dela, por isso, logo após o parto, ela precisou ser intubada, sem conseguir sequer segurar as filhas no colo. Posteriormente, foi confirmada a Covid-19.

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Ministério recomenda adiar gravidez após constatar que variante do vírus é mais agressiva em gestantes

PortalPE10 com informações UOL

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O secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, disse que a variante do coronavírus no Brasil tem se mostrado mais agressiva em grávidas. A pasta recomenda postergar a gravidez nesse período crítico da pandemia.

A declaração foi dada em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (16). Apesar de não mostrar estudos que comprovem que a nova variante do coronavírus seja mais agressiva, ele disse que a pasta já está trabalhando nisso.

“Estudo nacional ou internacional não temos, mas a visão clínica de especialistas mostra que a variante nova tem ação mais agressiva nas grávidas. Antes, [a gravidade] estava ligada ao final da gravidez, mas, agora, vê uma evolução mais grave no segundo trimestre e até no primeiro trimestre.”

Câmara disse que a recomendação é para que as grávidas avaliem postergar a gestação no período de pico pandêmico, como aconteceu no período da epidemia da zika no Brasil.

“Caso possível, postergar um pouco a gravidez para um melhor momento para que você possa ter a gravidez mais tranquila. É lógico que a gente não pode falar isso para quem tem 42, 43 anos, mas para uma mulher jovem que pode esperar um pouco, o mais indicado é esperar um pouco.”

Na ocasião, ele anunciou uma portaria que destina R$ 247 milhões para apoiar estados e municípios para implementação de medidas para apoiar gestantes.

A quantia pode ser utilizada para hospedagem de gestantes e puérperas que não possuem condições de isolamento domiciliar. Como exemplo citou hotéis, casas de gestantes.

Além disso, o valor pode ser disponibilizado para reforçar a atuação das equipes de atenção primária para fazer a identificação precoce e monitorar gestantes com suspeita ou com casos confirmados de Covid-19. Ele também vai possibilitar o encaminhamento de gestantes para o pré-natal odontológico.

Como mostrou matéria da Folha, o número de mortes maternas por Covid-19 mais do que dobrou nas 13 primeiras semanas de 2021 em relação à média semanal do ano passado. Passou de 10,4 óbitos (449 mortes em 43 semanas de pandemia de 2020) para 22,2 nas primeiras semanas deste ano, com 289 mortes.

Embora estudos mostrem que a gestação e o pós-parto aumentam o risco de complicações e morte por Covid-19, no Brasil, o alto número de óbitos maternos associados à doença é atribuído, principalmente, à falta de assistência adequada.

Desde o início da pandemia, uma em cada cinco gestantes e puérperas (22,6%) mortas por Covid não tiveram acesso à UTI e 33,3% não foram intubadas, último recurso terapêutico para os casos graves da Covid-19.

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